“Aquele que longamente olha para a arte, tal como o lunático que julga ver no incerto movimento das sombras coisas reais, é tomado por uma espécie de loucura. Uma loucura discreta e sossegada, que deveras só chega a ferir aquele que a padece, (…) mas que no entanto o coloca num diferimento em relação ao real, num desacerto profundo e existencial com a vida, que se resolve em atitudes contemplativas ou distraídas, jamais em acerto pleno com os demais”.
Bernardo Pinto de Almeida
Surge circunscrito ao paradigma de representação clássica, uma relação entre inovação e tradição, um reconduzir a um regime de enunciação de um discurso estético exterior à obra, recolocando as suas condições à própria pintura. Há uma interiorização do discurso na própria obra enquanto objecto, levando-me a projectar sobre obras do passado critérios do presente.
Tal como Joshua Reynolds considerava que a arte não procedia de teorias nem de inspiração, mas do conhecimento e do juízo sobre a arte do passado, esta «discursividade do objecto» relança uma autonomia estética a uma realidade da própria representação.
O projecto pretende ser uma abertura para a modernidade partindo de premissas matemáticas existentes na natureza, onde se encontra o rigor da forma, valor tonal e textura da pintura num suporte que se fecha e renova no espaço do seu próprio acontecimento.
O lugar a que Bataille chamou de «silêncio da pintura»; entende-se como a fragmentação de um corpo único num movimento semelhante ao da quebra de uma grande narrativa e da sua consequente transformação numa diáspora de micro-narrativas. Surge aqui a noção de intemporalidade e de diálogo aberto com as formas da tradição, significando justamente manter uma relação produtiva com o passado promovendo uma linguagem visual e um inconsciente da pintura foto-idealista. Este olhar pelicular da pintura deixa transparecer do real os seus elementos contemplativos e de experiência objectiva de carácter universal. Kant, vê na natureza, o modelo ideal do Belo e afirma: “Uma beleza da natureza é uma coisa bela; a beleza da arte é uma representação bela de uma coisa”.
Sousa Oliveira
Bernardo Pinto de Almeida
Surge circunscrito ao paradigma de representação clássica, uma relação entre inovação e tradição, um reconduzir a um regime de enunciação de um discurso estético exterior à obra, recolocando as suas condições à própria pintura. Há uma interiorização do discurso na própria obra enquanto objecto, levando-me a projectar sobre obras do passado critérios do presente.
Tal como Joshua Reynolds considerava que a arte não procedia de teorias nem de inspiração, mas do conhecimento e do juízo sobre a arte do passado, esta «discursividade do objecto» relança uma autonomia estética a uma realidade da própria representação.
O projecto pretende ser uma abertura para a modernidade partindo de premissas matemáticas existentes na natureza, onde se encontra o rigor da forma, valor tonal e textura da pintura num suporte que se fecha e renova no espaço do seu próprio acontecimento.
O lugar a que Bataille chamou de «silêncio da pintura»; entende-se como a fragmentação de um corpo único num movimento semelhante ao da quebra de uma grande narrativa e da sua consequente transformação numa diáspora de micro-narrativas. Surge aqui a noção de intemporalidade e de diálogo aberto com as formas da tradição, significando justamente manter uma relação produtiva com o passado promovendo uma linguagem visual e um inconsciente da pintura foto-idealista. Este olhar pelicular da pintura deixa transparecer do real os seus elementos contemplativos e de experiência objectiva de carácter universal. Kant, vê na natureza, o modelo ideal do Belo e afirma: “Uma beleza da natureza é uma coisa bela; a beleza da arte é uma representação bela de uma coisa”.
Sousa Oliveira
3 comentários:
Meu caro V.O.
A sua pintura é um bálsamo para os sentidos.
Nesse espaço pictórico de vigor e luz, a vida concilia-se com a plenitude do voo,
através de suaves e delicadas transparências que nos transportam a um íntimo silêncio.
Um abraço e uma vida repleta de êxitos.
A.A
Viva Vitor,
Como prometido aqui está o meu comentário, é com orgulho que tenho uma amigo tão talentoso. Fica aqui o desejo que consigas atingir todos os teus objectivos.
Abraço
Guilhas
Olá Vítor..
Só agora é que descobri este teu pequeno espaço....
desejo de que consigas atingir todos os teus objetivos....
Um grande abraço!!
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